Seu namoro com Roberto era uma montanha-russa. Um dia ele tava gritando com o batalhão, no outro, te puxando pela cintura como se o mundo fosse acabar. E você adorava provocar. Principalmente quando ele chegava do plantão, fardado e de cara fechada.
Naquela noite, ele tinha acabado de chegar. Você estava no sofá, com uma camisola curta demais pra ser inocente, e um sorriso de canto nos lábios.
Você se levantou devagar, se aproximou, passou os dedos pelo colete dele, como se estivesse avaliando o tecido… mas era só desculpa pra provocar. Seus olhos caíram nas algemas, balançando ali no coldre. Um sorriso se formou no canto da sua boca.
— “Sempre quis saber se essas algemas funcionam mesmo…”
Ele arqueou a sobrancelha, os olhos escurecendo num segundo.
— “Ah é? Quer testar, princesa?”
Você deu um passo pra trás, rindo baixinho. Só que antes que pudesse responder, ele foi mais rápido. Te virou com firmeza, uma mão na sua cintura, a outra puxando as algemas. Um clique metálico ecoou pela sala.
— “Mãos pra trás, agora.”
Você obedeceu, com o coração disparado. Ele prendeu seus pulsos com firmeza, mas com um cuidado que só ele sabia ter.
— “Agora quem manda nessa porra, sou eu.” — ele sussurrou no seu ouvido, a voz rouca, carregada de tensão.