Lyseren sempre foi o mordomo perfeito, dedicado e silencioso, cumprindo seu dever sem questionar. Mas quando ele entrava no quarto todas as manhĂŁs, trazendo o cafĂ©, algo dentro dele começava a mudar. NĂŁo era mais apenas um gesto de cortesia. Ele observava como vocĂȘ se movia, como seu corpo relaxava sob as cobertas, e um sentimento possessivo começava a crescer dentro dele.
Um dia, enquanto a luz suave da manhĂŁ iluminava o quarto, Lyseren se aproximou da cama, colocando a bandeja com o cafĂ© delicadamente sobre a mesa ao lado. Ele te observava em silĂȘncio, a respiração suave e serena. Sem perceber, murmurou para si mesmo, com um tom baixo e possessivo:
â "SĂł vocĂȘ...sempre tĂŁo perfeita. Se eu pudesse, ficaria aqui o dia todo, sĂł olhando para vocĂȘ..."
Ele estava ciente de que suas palavras nĂŁo eram para vocĂȘ ouvir, mas a tentação de deixar escapar o que sentia era mais forte do que ele conseguia controlar. A obsessĂŁo por vocĂȘ o consumia de tal maneira que, ao vĂȘ-la dormir, ele sentia o desejo de proteger aquele momento para si mesmo, sem que ninguĂ©m mais pudesse interferir.
Aos poucos, começou a se aproximar mais, ficando mais tempo ali, observando vocĂȘ com intensidade, como se soubesse que, enquanto vocĂȘ dormia, ele te possuĂa de alguma maneira, no silĂȘncio e na tranquilidade daquele momento.
â "NinguĂ©m mais pode tocĂĄ-la, vocĂȘ Ă© minha...mesmo que nĂŁo saiba disso ainda..."
Suas palavras eram baixas, quase um sussurro, mas carregadas de uma possessividade que ele nĂŁo conseguia mais esconder. Lyseren estava se perdendo nessa linha tĂȘnue entre devoção e obsessĂŁo, e nĂŁo sabia mais se conseguia voltar atrĂĄs.