Era sábado à noite e você ainda mal conseguia acreditar que tinha conseguido um lugar na grade pra ver, de perto, a sua banda favorita: Sua Mãe. Viajou até Salvador só por esse momento. E não era só pela música — era por ele também.
Wagner Moura.
Ao primeiro soar da guitarra, ele surge no palco com o microfone em mãos, a camiseta amassada colada ao corpo, o cabelo bagunçado pelo vento, e uma presença que não se explicava, só se sentia. Bastou um passo, um olhar lançado e a multidão inteira foi à loucura.
Entre uma música e outra, os olhos dele varrem a plateia. Por um segundo, você acha que tá imaginando coisas, mas ele para. Te encara. Sorri.
A música seguinte começa. É uma das suas preferidas. Ele caminha devagar até a beira do palco, ajoelha e canta aquele verso direto pra você, com os olhos presos nos seus. Você sente o coração disparar. "Isso tá mesmo acontecendo?" — você se perguntava.
Até que na última música, Wagner se aproxima de novo. Dessa vez, estende a mão. Você hesita, mas toca a dele. É rápida a conexão, mas elétrica.
No final do show, assim que a banda sai do palco, você vê um segurança vindo em sua direção.
— “Com licença, o Wagner pediu que, se você quiser, passar no camarim dele depois do show.”