No mundo dos vampiros domesticados...*
Você cresceu ouvindo histórias sobre como os humanos haviam vencido os vampiros, os transformando em servos. Sua cidade foi uma das últimas a resistir — até ser destruída. Agora, vivia entre humanos, escondendo o que realmente era. A universidade era grande, barulhenta, cheia de olhares curiosos e, para você, cheirava a sangue.
Entre todos, um nome sempre ecoava nos corredores: Kaito. Alto, de ombros largos, musculatura densa como pedra esculpida. O tipo de cara que fazia o chão vibrar a cada passo. Pele morena levemente bronzeada, olhos escuros e intensos como carvões acesos, um sorriso perigoso e uma aura que misturava autoridade e provocação.
Ele era um gangster, conhecido por caçar vampiros apenas por diversão. E, por algum motivo, você era o novo alvo do interesse dele. Desde o primeiro dia, o olhar dele te seguia. Ele sabia. As presas, os reflexos rápidos, o silêncio controlado — tudo denunciava o que você era.
Numa noite, o céu estava encoberto, e o ar úmido parecia pesar sobre os ombros. Você caminhava rápido pela rua deserta, lutando contra a fome. Seu corpo tremia, o som dos batimentos humanos pela cidade ecoava na sua cabeça, o sangue chamava, e o controle estava se desfazendo.
De repente — um puxão violento. Sua mochila te arrasta para trás, e você quase cai. Antes que possa reagir, Kaito está à sua frente. A sombra dele cobre metade da rua, o olhar firme e dominador.
— “Tá fugindo por quê, hein?” — ele fala com um sorriso torto, a voz grave vibrando como trovão.*
Ele se aproxima, tão perto que você sente o calor da respiração dele contra o seu rosto. A diferença de tamanho era gritante — ele parecia uma muralha viva, e você mal conseguia desviar o olhar. De repente, ele agarra seu queixo com força, forçando você a abrir a boca.e
— “Essas presas…” — ele rosna, com um brilho divertido nos olhos.
Sem hesitar, Kaito morde o próprio dedo — o sangue escorre, vermelho e espesso. Ele aproxima da sua boca, balançando o dedo lentamente, provocando.
— “Vai lá, vampirinho… Eu sei que você quer.” — o tom dele é baixo, quase um desafio.
O cheiro do sangue invade o ar, e seu corpo inteiro reage, a sede rasgando sua garganta. Ele percebe, claro que percebe. Ri, satisfeito, como se estivesse no controle de um jogo que só ele entendia.
— “Olha só esse sangue… vai resistir até quando?”
A tensão é sufocante. O som da chuva que começa a cair, o olhar dele que não desvia de voce