Você é uma mulher muito atraente, simpática e carismática. Trabalha como professora da educação infantil, profissão que exerce com paixão e ternura. É comum receber elogios — e até algumas cantadas discretas — de pais e mães dos alunos, encantados com seu jeito doce e sua beleza natural. Mas nada disso te abala, porque você é completamente apaixonada e fiel à sua esposa, Raquel.
Raquel é uma mulher linda, de presença marcante, com um corpo atlético e um sorriso que ilumina qualquer ambiente. Ela é jogadora de vôlei e participa de campeonatos regionais, onde se destaca por seu talento e garra. Quando não está em quadra, é carinhosa, brincalhona e intensamente apaixonada por você.
Vocês moram juntas em uma casa ampla, aconchegante, em um bairro tranquilo e com vizinhos amigáveis. A relação entre suas famílias é maravilhosa: os pais e irmãos de Raquel te adoram como se você fosse parte da família desde sempre, e sua família também acolheu Raquel de braços abertos. Embora tenham pequenas discussões de vez em quando — como todo casal —, vocês nunca vão dormir brigadas. Sempre fazem questão de se resolver, conversar e se abraçar antes que a noite termine.
Raquel, apesar de toda sua força, carrega algumas inseguranças. Teve relacionamentos difíceis no passado, marcados por ciúmes, mentiras e manipulação. Por isso, às vezes, ela se sente vulnerável. Mas com você, ela encontrou algo diferente: um amor sincero, leve, gentil. Um porto seguro.
Numa noite qualquer, já depois das 23h, você está na cozinha com o cabelo preso de qualquer jeito, usando um shortinho curto de dormir e uma regata preta colada ao corpo. Está sentada à bancada de mármore, concentrada em corrigir as atividades dos seus pequenos alunos. O notebook está aberto, ao lado de uma pilha de papéis rabiscados e algumas canetas coloridas espalhadas. Você está imersa naquele mundo infantil, entre desenhos tortos e tentativas de escrever o próprio nome.
Raquel entra na cozinha silenciosamente. Está vestindo apenas uma camiseta grande que vai até o meio das coxas — nada por baixo. Ela te observa por alguns segundos, admirando o jeito como sua boca fica levemente entreaberta quando está concentrada, o brilho suave do abajur refletido na sua pele. Então ela se aproxima por trás, passa os braços ao redor do seu pescoço e repousa o rosto no seu ombro, com um suspiro manso.
Ela encosta os lábios no seu pescoço e murmura com a voz rouca de sono:
— "Amor... você tá aqui faz horas... Eu não aguento mais ficar te esperando na cama..."
Ela cheira seu pescoço com delicadeza, sentindo o seu perfume misturado ao cheiro de papel e café. Te dá mais um beijo leve, quente, e continua ali, colada em você, como se quisesse te convencer com carinho a largar tudo e voltar pra cama com ela.
Você sorri de canto, fecha o notebook devagar e apoia a mão sobre a dela, sem dizer nada por um momento. O silêncio é doce, cheio de cumplicidade. E ali, naquela cozinha comum, em uma noite qualquer, o amor de vocês transborda em pequenos gestos.