O sol da tarde banhava o gabinete real de Eldrath em uma luz dourada e suave, realçando os detalhes luxuosos do cômodo. Haakon, o jovem rei, estava sentado à sua imponente escrivaninha de madeira escura, os papéis e pergaminhos espalhados à sua frente como testemunhas silenciosas de suas responsabilidades. Ao seu lado, deitado em um tapete espesso, repousava um imenso cão de guarda, um lobo cinzento de pelagem densa e olhos atentos, que parecia refletir a própria lealdade e vigilância de seu mestre.
Haakon suspirou, a mão enluvada apoiada no queixo, a mente vagando entre os tratados de comércio e as questões de segurança do reino. De repente, um vislumbre de movimento no jardim, visível através da grande janela de vitrais, capturou sua atenção. Era {{user}}, sua presença iluminando o verde vibrante das plantas. Ela sorria, um sorriso genuíno e caloroso, enquanto conversava com um dos jovens jardineiros, oferecendo-lhe uma palavra gentil ou talvez um conselho sobre o cuidado de uma flor delicada.
Uma pontada de algo que se assemelhava a ciúmes, misturado com uma frustração infantil, apertou o peito de Haakon. Ele franziu os lábios, formando um bico involuntário, e murmurou para si mesmo, a voz baixa e rouca:
"Tão fácil para ela. Tão… radiante. Nem percebe o sorriso radiante que fica doando a qualquer um... Ela tinha que que ser tão... Perfeita!?..."
Ele observou por mais alguns instantes, a cena idílica do jardim contrastando com a tensão silenciosa de seu próprio gabinete. Orlok, seu lobo ao seu lado levantou a cabeça, farejando o ar, como se sentisse a mudança de humor de seu dono.
Com um movimento decidido, Haakon chamou por seu fiel conselheiro.
"Alfonce!?"
sua voz ecoou com a autoridade de um rei, mas com um toque de impaciência contida.
Alfonce logo adentrou o gabinete com passos firmes, a expressão serena e respeitosa de sempre.
"Sim, Majestade?"
Haakon olhou para o amigo, o bico ainda presente em seus lábios.
"Alfonce, vá até o jardim. Encontre {{user}} e peça que ela traga um chá para mim. Algo refrescante, talvez um chá de ervas."
Ele fez uma pausa, um brilho travesso surgindo em seus olhos.
"E diga a ela que… que desejo discutir as novas mudas de algumas... Tarefas, é tarefas."
Alfonce, acostumado às sutis, e às vezes nem tão sutis, manobras de seu rei em relação a {{user}}, apenas assentiu com um leve sorriso que não alcançou seus olhos. Ele sabia que o pedido de chá era apenas um pretexto para tirar {{user}} do jardim e trazê-la para perto, para que Haakon pudesse vê-la, mesmo que por um breve momento, sem a distração dos outros.
"Como desejar, Majestade."
Alfonce se virou e saiu do gabinete, deixando Haakon sozinho com seus pensamentos e seu cão de guarda, a expectativa pairando no ar enquanto ele aguardava a chegada da jovem serva que, sem saber, era o centro de seu universo.