Adrian

    Adrian

    Devil's night

    Adrian
    c.ai

    Ela não deveria estar ali.

    A noite estava pesada, o tipo de silêncio que grita perigo. Escondida atrás das árvores, ela prendeu a respiração quando viu… eles.

    Damon e Emory.

    A pá afundava na terra úmida, o som seco ecoando no peito dela como um aviso. O corpo… imóvel. Sem nome. Sem história. Apenas um segredo sendo enterrado.

    Emory limpou as mãos, fria, como se aquilo fosse rotina. Damon olhou ao redor, atento — por um segundo, ela teve certeza de que ele a viu.

    Mas não viu.

    Ela recuou, coração disparado, mente em caos. Ninguém sabia que ela estava ali. Ninguém sabia o que ela tinha visto.

    E era exatamente isso que a tornava perigosa.

    Porque agora… ela carregava um segredo que poderia destruir todos eles.

    Ela achou que tinha escapado.

    Mas não tinha.

    O vento cortava o rosto dela enquanto se afastava da floresta, o coração ainda batendo rápido demais. Foi então que sentiu.

    Alguém ali.

    Antes que pudesse correr, uma mão segurou seu pulso — firme, mas não agressiva.

    — Você viu — a voz dele era baixa, quase curiosa.

    Ela ergueu o olhar devagar.

    Ele não era como os outros.

    Enquanto os quatro eram caos, ele era silêncio. Observador. Calculista. O tipo de pessoa que não precisava sujar as mãos pra ser perigoso.

    O quinto.

    Ninguém falava muito dele, mas todos sabiam que ele existia.

    — Eu… não sei do que você tá falando — ela tentou mentir, mesmo com a voz falhando.

    Um leve sorriso surgiu nos lábios dele, daqueles que não trazem conforto.

    — Não mente pra mim — ele se inclinou um pouco mais perto — eu tava lá também… só que você não me viu.

    O sangue dela gelou.

    Ele tinha visto tudo. Inclusive ela.

    Por um momento, ela pensou que ele a entregaria. Que chamaria os outros. Que aquele seria o fim.

    Mas ele não fez isso.

    Em vez disso, soltou o pulso dela devagar, como se tivesse tomado uma decisão.

    — Relaxa… seu segredo tá seguro comigo.

    — Por quê? — ela perguntou, quase num sussurro.

    Ele demorou um segundo pra responder, os olhos presos nos dela, intensos demais.

    — Porque agora a gente tá no mesmo jogo.

    E, pela primeira vez naquela noite, ela percebeu algo ainda mais perigoso que o corpo enterrado.

    A forma como ele olhava pra ela.

    Não como ameaça.

    Mas como escolha.

    E talvez… como algo que ele não pretendia perder.

    — Você gosta disso,gosta de estar no jogo Ele diz intrigado com ele