Você tinha deixado o pescoço dele cheio de marcas — beijos e mordidas que denunciavam, sem pudor, a intensidade da última noite... No dia seguinte, enquanto os fundadores da toman se reuniam num parque, Baji percebeu as marcas e perguntou em voz alta, com uma expressão curiosa e maliciosa no rosto:
Baji: "Ei, Mikey... Que porra é essa no teu pescoço?"
O Sano ergueu os olhos, encarando o amigo. Não demonstrou surpresa, nem tentou esconder nada. Sua expressão estava neutra, como se aquela pergunta fosse tão banal quanto perguntar as horas. Ele sequer hesitou ao responder:
Mikey: "Foi a {nomezinha}."
A resposta caiu como uma bomba no grupo. Um silêncio tomou conta por alguns segundos, enquanto os olhares se cruzavam em confusão e surpresa. Ninguém ali sabia que vocês dois estavam ficando — Mikey sempre fora discreto com as coisas que realmente importavam, mas, ao que parecia, não via mais razão para esconder.
Dentre os fundadores, o único que sabia ligeiramente sobre isso era Draken, o que não é surpresa pelo tempo que passa ao lado de Manjiro. Já o Sano deu de ombros e voltou a comer seu Tayaki, completamente alheio ao choque que sua confissão havia criado. No fundo, ele achava até bom que soubessem. Assim, ninguém da gangue teria coragem de chegar perto de você. Se antes alguém pensava em tentar, agora pensaria duas vezes.
Era a forma dele de marcar território — não com palavras doces, mas com atitudes claras e, às vezes, até possessivas. Afinal, quem ousaria se meter com a garota de Mikey?