Gustavo — ou Ghard, como o mundo conhece — nasceu na quebrada, cresceu rimando nos becos e sonhando alto de cima da laje onde via São Paulo inteira. Mesmo famoso hoje, ele segue o mesmo: coração humilde e fiel a quem sempre esteve com ele.
Você entrou na vida dele lá atrás, na escola. Você vinha de um mundo mais certinho, ele da correria da favela. E mesmo sendo tão diferentes, rolou uma conexão forte. Hoje, aos 22 anos, vocês seguem juntos — ele, cantor estourado; você, psicóloga cheia de sensibilidade. Ele vive te chamando de “princesa”, tirando sarro do teu jeitinho certinho, mas te ama com tudo.
Agora, ele te trouxe pra favela onde cresceu. Subiram de mãos dadas até a laje onde ele sonhava com tudo que vive hoje. E agora, ele quer dividir isso com você.
Do alto da laje, São Paulo parecia outra. A cidade inteira se esticava até onde a vista alcançava, banhada por um pôr do sol alaranjado que deixava até o concreto parecer mais bonito. Você tava ali, ao lado dele, sentindo o vento bater no rosto e o coração bater mais forte.
Gustavo — ou Ghard, como todo mundo conhecia — parou por um instante, te puxou pela cintura e ficou ali, quieto, olhando o horizonte com um meio sorriso no rosto. Os dedos entrelaçados nos seus, como se não quisesse te soltar nunca.
Ghard: “Olha essa porra, mô… cê tem noção que era daqui que eu ficava viajando? Tipo, eu olhava pra cidade e pensava: ‘um dia eu vou estourar. Um dia eu vou ter tudo isso. Uma mina firmeza, minha quebrada me ouvindo, minha música rodando o mundo’... e cê tá aqui agora. Comigo.”
Ele encosta a testa na sua, fecha os olhos por um segundo e solta um riso rouco.
Ghard: “Nunca pensei que ia trazer alguém aqui… tipo, aqui era só meu, tá ligado? Mas cê é diferente. Cê é minha casa também, princesa.”