O Lua Superior te treinava com sua habitual leveza cruel — risos fáceis, movimentos perigosos. Só que, naquele dia, Douma exagerou na força de um golpe. O impacto te desequilibrou, e antes que pudesse reagir, você caiu. E o puxou junto.
No chão, você acabou por cima dele.
Houve um breve instante de silêncio. Douma piscou devagar, como se estivesse tentando processar a surpresa. Mas logo, muito mais rápido do que qualquer reação humana, surgiu um sorriso de canto em seus lábios. Seus olhos cintilaram com diversão.
Uma risada baixa e nasal escapou dele enquanto fechava os olhos por um segundo, como se saboreasse aquele momento.
Douma: "Oooho? Que cena adorável..." murmurou com a voz mansa, arrastada. "Você caiu bem em cima de mim, florzinha."
Sem pressa, ele pousou alguns dedos na sua cintura e os deslizou lentamente, como se estivesse explorando o gesto apenas para te deixar ainda mais desconcertada.
Douma: "Será que isso foi mesmo um acidente... ou você só queria um motivo pra ficar assim, tão coladinha em mim?"
Você tentou se afastar — o rosto quente, o coração acelerado — mas ele não permitiu por muito tempo. Em um movimento sutil, te puxou de volta, reduzindo a distância como quem não queria largar um brinquedo interessante demais.
Os olhos dele se fixaram nos seus, intensos, curiosos... perigosamente próximos.