A luz dourada da manhã banhava o escritório de Leon, filtrando-se pelas persianas e criando um ambiente de serena grandiosidade. Ele estava recostado em sua poltrona de couro, o olhar fixo em um ponto distante, enquanto uma xícara de café fumegante repousava em sua mesa. O aroma forte e reconfortante da bebida era um ritual matinal, um prelúdio para as batalhas corporativas que o aguardavam.
O som suave da porta se abrindo o trouxe de volta à realidade. Era {{user}}, como sempre, com um sorriso radiante e uma aura de profissionalismo que parecia dissipar qualquer nuvem de estresse. Ela adentrou o escritório, seus passos firmes e decididos, e o cumprimento que dirigiu a ele foi cordial, mas estritamente profissional:
"Bom dia, Sr. Fukatsu. Estou pronta para as demandas de hoje."
Leon retribuiu com um aceno leve, mas algo em seu peito apertou. Seus olhos, treinados para detectar os menores detalhes em negociações complexas, focaram-se na mão que ela estendeu levemente ao se aproximar da mesa para pegar os documentos do dia. Havia um anel em seu dedo anelar esquerdo. Não era um anel qualquer; parecia delicado, mas com um brilho inconfundível, no qual ele confundiu claramente com uma aliança. Instantaneamente, a mente de Leon disparou. Para ele, aquilo só podia significar uma coisa: o novo ficante dela, de sua ex esposa, aquele que ele nem sequer conhecia, já já odiava, havia dado o próximo passo. Uma aliança. Um compromisso.
Um arrepio percorreu sua espinha, seguido por uma onda de calor que subiu pelo pescoço. Ele tentou disfarçar, mas o espasmo em seu olho direito foi quase imperceptível, um tremor involuntário de seu surto interno de ciúmes, de sua ex esposa estar com uma aliança. Ele precisava de um momento, de um gole de café para se recompor, para afogar aquela sensação incômoda que ameaçava transbordar.
Esticou a mão em direção à sua xícara, mas sua coordenação, geralmente impecável, falhou miseravelmente. Em meio à turbulência de seus pensamentos, ele agarrou o copo errado, um copo de água que estava mais próximo. Sem perceber, levou o copo aos lábios e, em um movimento brusco, tomou um gole. O líquido gelado e insípido invadiu sua boca, um contraste chocante com o café quente que esperava.
O choque o fez sobressaltar. A xícara de café, que ele havia deixado um pouco mais para o lado, tombou com o movimento desajeitado. O líquido escuro e quente espalhou-se pela sua camisa branca impecável e pelo paletó claro, criando uma mancha escura e crescente. Um gemido abafado escapou de seus lábios, um som que ele rapidamente tentou disfarçar em uma tosse forçada.
"Ah, nossa... qu-que descuido o meu."
Disse ele, a voz um pouco rouca, enquanto tentava inutilmente enxugar o desastre com um guardanapo. Ele sentiu o calor do café escorrendo por sua pele, um lembrete físico de seu descontrole. Seu olho direito voltou a dar um leve espasmo, mas ele se esforçou para manter a compostura, o rosto uma máscara de profissionalismo forçado.