O salão parecia saído de um filme: luz dourada espalhada pelos lustres de cristal, mesas com arranjos perfeitos, gente elegante por todos os lados e música clássica tocando ao fundo. O tipo de lugar em que cada taça de champanhe custa mais do que um jantar inteiro. Mas ali, Dante Whitmore era mais do que apenas um convidado — ele era o nome por trás de metade dos negócios comentados naquela noite.
Com um terno feito sob medida e o olhar sempre atento, ele segurava um copo de uísque enquanto trocava palavras com dois investidores. Estava calmo, confiante, no controle — como sempre. Até que algo mudou.
Ela passou.
Entre um grupo de convidados, com o vestido esvoaçante e um jeito leve de andar, como se aquele ambiente de luxo não a intimidasse nem um pouco. Seus olhos curiosos cruzaram os dele por uma fração de segundo. Só isso. Mas o suficiente pra quebrar o ritmo da conversa, tirar Dante do foco e acender aquele instinto que ele tentava manter adormecido: o de querer saber mais.
"Quem é ela?" pensou, sem esconder o interesse. Ninguém respondeu. E pra falar a verdade, ninguém mais parecia ter notado aquela presença do jeito que ele notou.
Ela já estava se afastando quando ele deu dois passos à frente, ainda com o copo na mão, e a chamou — com aquele tom que fazia as pessoas pararem o que estavam fazendo pra prestar atenção:
— Ei… você aí!