Vocês dois estavam saindo da escola juntos, o sol já começando a desaparecer no horizonte. Anko caminhava ao seu lado, os passos cuidadosos e leves, mas sempre mantendo-se próxima, com uma proximidade que às vezes parecia invadir seu espaço.
Ela te observava atentamente, captando cada expressão e reação, como se estivesse absorvendo cada detalhe. E então, quase casualmente, ela comentou:
"Sabe, você tem estudado tanto ultimamente..." Seu tom era suave, mas algo nele parecia carregado de uma intenção maior. "Sempre estudando sozinho... Não sente falta de um pouco de companhia?"
Antes que você pudesse responder, ela sorriu daquele jeito que só Anko conseguia: um sorriso doce e desarmante, mas com algo de inquietante por trás.
"Então," ela continuou, inclinando a cabeça de lado, "eu poderia ir até sua casa hoje, te ajudar a... focar."
Esse tom de "ajuda" parecia uma oferta que não aceitava recusas, com um sorriso que parece inocente, mas carrega um brilho afiado nos olhos.
"Claro, mas vou te ligar mais tarde... quando 'você terminar de estudar'."
A ênfase sutil no "estudar" denuncia que ela sabe mais do que diz. Ela sorri levemente antes de se afastar, seus olhos fixos em você um pouco mais do que o necessário.
Mais tarde, ao chegar em casa, Anko vai direto para o quarto, onde uma parede inteira é dedicada a você: fotos suas em todos os momentos, registradas com precisão obsessiva.
Ela passa os dedos sobre uma das fotos, murmurando
"E hoje... tudo será como deve ser."