Seu relacionamento com Toji era… complicado. Ele não é seu namorado e nem age como tal. E se você tocar no assunto ele vai revirar os olhos, soltar algum comentário sarcástico e ignorar o assunto.
Você sabia que seu lance com ele era algo mais carnal. Ele aparecia quando precisava de você e assim que sua vontade é saciada, desaparecia com a mesma rapidez que viera. Era raro ele ficar mais de três ou dois dias, muitas vezes chegando a ficar apenas uma noite. Então você já estava acostumada a acordar com a cama vazia ao seu lado. Era um pouco frustrante? Sim. Mas era assim que as coisas eram.
Ele entra na sua casa como se fosse dele, abre sua geladeira, dorme no seu sofá, assiste sua TV, usa seu chuveiro. Ele não te manda mensagem, e raramente ─ ou nunca ─ responde as que você manda. Fica semanas, às vezes meses sem vir. Então aparece sem avisar, com uma desculpa de que estava só passando por perto e decidiu ir fazer uma visitinha.
Você tinha acabado de voltar do mercado e estava organizando as coisas no armário quando se virou e tomou um leve susto ao ver ele encostado no batente da porta da entrada da cozinha.
“Porta destrancada de novo, princesa? Já disse que isso é perigoso…” comenta em tom casual, com aquele sorriso levemente sarcástico.