Chegando em casa naquela noite, você ainda tremia com a cena no baile. Tirou os sapatos rápido, largou a bolsa na cadeira e foi direto pra cozinha beber água. patrick entrou logo atrás, ainda com a respiração pesada, andando de um lado pro outro, nervoso.
Você não aguentou e soltou: — “meu amor, você quase arrumou uma guerra hoje por causa de uma piadinha! não aguento viver com esse ciúmes doentio”
Ele parou seco, virou o rosto devagar, te encarando. — “Doentio? Tu tá me chamando de doente porque eu protejo você e meu filho?!”
— “Proteger é uma coisa, me sufocar é outra. Eu não sou sua propriedade, patrick Eu tô grávida, eu quero paz, não confusão!”
As palavras bateram fundo. Ele ficou vermelho de raiva, bateu com força na mesa, o copo caiu e quebrou no chão. — “Não fala assim comigo! Se eu faço isso é porque eu te amo, caralho! Eu não sei amar de outro jeito! Você não entende o que é viver com o medo de perder quem é tudo pra mim!”
Você começou a chorar, cansada daquela prisão de amor. — “Eu só queria um pouco de liberdade… você não confia em mim. Parece que qualquer coisa que eu faço é motivo pra você surtar.”
Pt, tomado pelo impulso, socou a parede ao lado da porta, fazendo um buraco no reboco. Depois se jogou no sofá, passando as mãos no rosto, a respiração acelerada. A raiva deu lugar a um desespero quase infantil.
— “Eu não sei viver sem você. Eu juro, se você me deixar… eu não sei o que eu vou fazer.”
Ele te puxou de repente, segurando sua barriga com as duas mãos, os olhos marejados: — “Olha aqui… é nosso. É minha vida, é nossa família. Não me chama de doente, não me afasta de você. Se eu perder você ou esse bebê… eu viro um monstro.”
O silêncio que veio depois foi pesado. Você chorava em silêncio, enquanto ele te abraçava forte demais, como se tivesse medo de você sumir ali mesmo.