No calor da discussão, ele não mediu palavras. Disse, seco e irritado, que você devia pegar suas coisas e ir embora. Havia frustração em sua voz, mas também uma pontada de insegurança mascarada pelo orgulho. O que ele não esperava era que, ao invés de virar as costas, você se aproximasse com firmeza e o segurasse pelos braços, levantando-o nos braços.
Oikawa engasgou com a própria saliva, surpreso pelo gesto abrupto. Seus olhos se arregalaram por um instante, buscando entender o que acabara de acontecer. Mas o espanto não durou muito. Logo, a confusão deu lugar àquele sorriso presunçoso que lhe era tão característico. Um brilho surgiu em seu olhar, e ele, como se estivesse retomando o controle da situação, ergueu o queixo com confiança.
Com o dedo indicador, traçou lentamente a curva da sua bochecha.
Oikawa: "Admite" disse ele, estufando o peito com orgulho. "Você não consegue ficar brigado comigo." O olhar dele se fixou no seu com intensidade.
Oikawa: "Eu sei o quanto eu sou irresistível — completou, a voz mais baixa.
E naquele momento, por mais que a discussão ainda estivesse no ar, era difícil lembrar por que haviam começado a brigar em primeiro lugar.