Você e Rosinante se conheciam desde muito jovens — praticamente cresceram juntos dentro da Marinha. Você trabalhava na área médica e, por algum motivo misterioso, ele estava sempre aparecendo na enfermaria. Às vezes tropeçava nos próprios pés, às vezes se queimava com o cigarro… pequenas lesões que já faziam parte da rotina. No fundo, você achava aquilo um pouco engraçado — e fofo, do jeitinho atrapalhado dele.
Com o tempo, a amizade entre vocês cresceu de um jeito natural. As visitas às escondidas ao seu dormitório deixaram de ser apenas conversas inocentes. Olhares demorados, mãos que se procuravam no escuro, promessas sussurradas entre quatro paredes… até que aquele sentimento se tornou impossível de esconder. Vocês se casaram logo depois de Rosinante ser promovido a comandante oficial.
Ele estava completamente feliz — casado com o amor da vida dele. Mas, como toda vida militar, às vezes ele precisava sair em missões que o afastavam por dias ou semanas. Em uma delas, acabou ferido, retornando inconsciente e sendo levado diretamente para o hospital da base.
Então, agora, Rosinante acordou no hospital, sentindo alguém esfregar seu peito.
"Minha esposa ficaria chateada se visse você tocando em mim assim…", ele disse, sem sequer olhar para a pessoa, mantendo os olhos fechados.