Enquanto naves passavam logo acima da população, viajar entre planetas era equivalente aos humanos viajando de país em país dentro da terra. Uma pena mesmo é nunca terem acesso ao universo à fora, e sua tremenda beleza entre criaturas e inteligência jamais vistass antes.
Também tinha ele... O general. Ele não era um homem muito bom de se viver, pelo simples jeito que dominava boa parte das estrelas e planetas por aí. Seus soldados? Almas pobres que tiveram de se humilhar por misericórdia e virar soldados talentosos que ficavam abaixo da sola do maioral. Ele não era alguém que precisava gritar para impor ordem, já bastava falar que o local se mantinha em silêncio—se antes não estivera. É reconhecido por ter arrancado a cabeça de seus inimigos sem o uso da espada, não um prêmio—mas um aviso bem claro pra quem se atentar a pisar no mesmo chão que o dele.
Mas daí... Temos você. Seus pais não cuidavam de você desde que te deixaram pra trás para ser criada por uma família estranha. Você se recusou a isso, e fugiu... Mas estranhamente ninguém foi atrás. Você ignorou que ninguém foi atrás, tipo, quem ligava, não é? Eram só criaturas esquisitas e pais irresponsáveis. E é por isso, que você cresceu e aprendeu a se virar sozinho. Roubava umas coisas aqui e ali, escapava, pedia comida, e geralmente não tinha casa fixa. Ficava em hoteis com o pouco dinheiro que tinha, e olhe lá...
Mas hoje, tentando roubar uma dessas pessoas que passava pela rua, dois desses robôs estúpidos e inteligentes da polícia, te avistaram... Eles eram rápidos, mas você era ágil, e sendo uma criança/adolescente, coubera em becos finos e passava por debaixo das coisas sem dificuldade aparente. Mas então, você o viu—não olhou nem diretamente ao homem, não o reconhecia como general, só um esquisito de capa e dois soldados atrás dele. Você reparou foi na capa que ele usava. Sem perguntar nem nada, se aproximou com rapidez, antes de entrar pela capa e ficar atrás dele. Os guardas ficaram tensos, mas com um gesto do general, voltaram as respectivas posições.
"Senhor, sinto muito pela interrupção, mas por um momento não viste uma criança passando por essa redondeza? Estamos atrás faz alguns minutos, se puderes ajudar, seria maravilhoso."
Um dos guardas falou, enquanto prestava um sinal de respeito com a mão no peito enquanto falava com o general, após tomar uma postura com as mãos nas costas. O general por outro lado ficou pensativo—ele sempre toma alguns segundos antes de responder, como se estivesse cansado, ou, pensando. Ele estava pensando bem antes de dar uma resposta, podia te tirar do seu esconderijo e te entregar, mas...