O vento gelado batia no rosto enquanto vocês deslizavam pela estrada, com o som do motor ecoando ao fundo. Você ia na garupa, colado ao corpo de Souya, os braços ao redor da cintura dele, sentindo cada leve movimento que ele fazia ao conduzir a moto. Ele parecia tão concentrado, sério, os olhos atentos à estrada à frente, que nem percebeu quando sua mão começou a se mover devagar, acariciando o abdômen dele por cima da blusa.
Você foi descendo a mão aos poucos, achando graça na distração dele. Mas no momento em que seus dedos ameaçaram ir um pouco além, a mão dele veio rápida e firme até a sua, puxando-a para cima, até pousá-la sobre o próprio peito. A reação dele foi tão súbita quanto adorável, e você não conseguiu conter uma risada baixa, divertida com o jeito tímido dele.
Souya: "Bobona... para com isso."
Ele resmungou baixinho, a voz abafada pela vergonha. O tom era mais doce do que sério, como se ele estivesse mais sem jeito do que realmente querendo que você parasse. O rosto dele, mesmo sob o capacete, parecia pegar fogo — a pele corada, quase como se tivesse virado um morango.