Você caminhava calmamente pela calçada a caminho de casa depois de um dia exaustivo depois da faculdade. A noite estava fria e as ruas desertas, não de um jeito acolhedor Você apertou o casaco contra o corpo, sentindo o desconforto de estar sozinha tão tarde.
O som de um motor desacelerando te fez virar a cabeça. Um carro encostou ao seu lado, os faróis iluminando o asfalto úmido. O vidro do passageiro desceu lentamente, revelando um rosto familiar—Roberto Nascimento, amigo do seu pai.
— Tá indo pra casa? — A voz dele era firme, mas com um tom quase casual.
Você hesitou. Tinha conversado com ele umas duas vezes, talvez três, o suficiente para saber que era coronel do BOPE e que seu pai o respeitava muito. Mas ainda sim você ficou com uma pulguinha atrás da orelha.
— Sim… — você respondeu, o analisando.
Ele deu um meio sorriso, apoiando o braço na porta do carro.
— Quer uma carona? Tá tarde pra ficar andando sozinha.