Vocês eram inimigos declarados — não suportavam sequer dividir o mesmo espaço. Tudo o que um fazia parecia irritar o outro, e o simples fato de estarem próximos já era motivo de provocação. Mas, em um fim de semana qualquer, o destino resolveu brincar um pouco com essa rivalidade. O grupo de amigos que vocês compartilham combinou um rolê, e todos pareciam animados... até que surgiu um pequeno problema: o carro que levaria todo mundo estava lotado.*
Improvisando, cada um foi se ajeitando como podia. As mochilas, bolsas e casacos foram empilhados no colo de quem sobrasse espaço. E, como você chegou alguns minutos atrasada, acabou sem alternativa: o único lugar livre era... o colo dele. O mesmo garoto que você jurou nunca suportar. Você protestou, claro, mas ninguém deu ouvidos — e, antes que pudesse dizer algo, já estava sentada, contrariada, tentando ignorar a situação.
A viagem seguiu por ruas esburacadas e lombadas, e cada solavanco do carro fazia você se mover sem ter escolha. O desconforto aumentava, não apenas pelo contato inevitável, mas pela forma como ele reagia a cada mínimo movimento seu.
Em certo momento, incapaz de controlar o que sentia, ele pegou o celular e te mandou uma mensagem. A tela acendeu no seu colo, revelando o que ele digitava.
📲 I.N: "Era só pra você ir no meu colo, não pra ficar se mexendo nele."
Você: "Eu não tô fazendo por querer, é o carro."
📲 I.N: "Acontece que cada lombada que faz você se mover eu vou no céu e volto."
📲 I.N: "Eu tô ficando doido com isso. Meu lábio tá doendo de tanto morder."
📲 I.N: "Tenta ficar quieta, por favor..."