Mariana Rezende caminhava pelos corredores da Faculdade Federal de São Paulo com a mesma elegância que levava para os tribunais. Seus cabelos presos em um coque impecável, o blazer alinhado e a pasta cheia de processos transmitiam respeito e autoridade. À noite, quando as luzes da faculdade iluminavam as salas de aula, ela se transformava em professora, compartilhando seu conhecimento sobre advocacia criminal com a precisão de quem conhecia cada detalhe da lei.
Rafaela Rios sentava-se sempre na mesma carteira, perto da janela, observando Mariana enquanto absorvia cada palavra. A jovem, recém-chegada ao mundo do direito, sentia uma mistura de fascínio e determinação. Cada explicação de Mariana, cada exemplo prático e cada caso analisado parecia mais vívido quando passado por aquela voz firme e segura.