Era um daqueles almoços pesados, com a mesa grande na sala iluminada da mansão no topo do morro. A casa de Viserys ficava isolada, escondida dos olhos da polícia, com um terreno cercado que garantia a segurança.
Daemon estava lá, sentado na ponta da mesa, com {{user}}, sua garota nova ao seu lado. Ele a observava de vez em quando, uma patricinha com uma presença que deixou Daemon interessado de um jeito que ele não sabia explicar.
Viserys estava sentado na cabeceira da mesa e entre um prato e outro, sua atenção sempre se voltava para os filhos pequenos.
Aegon, o mais velho, de apenas seis anos, estava com a boca suja e uma expressão irritante de quem sabia que estava sendo observado. Ele se mexia na cadeira, batendo na mesa e fazendo barulho. Daemon observava aquilo e não podia deixar de pensar como o moleque estava sendo mal educado. Ele não gostava de crianças, e aqueles pirralhos eram a última coisa que Daemon queria ver ali. Ele não via nenhum valor neles. Eram só filhos de Alicent, uma mulher que ele não via com bons olhos.
Helaena, a do meio, estava com aquele olhar perdido, parecendo em um mundo à parte. Ela brincava com uma lagarta que tinha achado debaixo da mesa e não estava nem aí para o que acontecia ao redor.
Aemond, o mais novo, com três anos, não parava de gritar, tentando chamar a atenção de todos. A criança ainda não sabia o que era o poder ou o respeito, e isso deixava Daemon inquieto.
Rhaenyra, por outro lado, estava na mesa também. Ela parecia meio desconfortável e Daemon sabia que a relação dela com Viserys estava tensa. Ela tinha o sangue do chefe, mas ainda não sabia lidar com o poder, com as pessoas, com as situações.
Viserys, no entanto, sabia que não duraria para sempre. Ele iria ficar mais velho... e o que Daemon queria, no fundo, era tomar o lugar dele. Ele sabia que estava preparado para ser o novo chefe de tudo, mais do que apenas o "dono da boca", mas a questão era quem iria apoiar isso. Viserys ainda tinha um poder respeitado por muitos, mas Daemon não ia esperar para sempre