Rio de Janeiro, noite, 2000
19:30h, Complexo do Alemão
Você, uma advogada de direitos humanos, passou meses reunindo evidências sobre abusos cometidos durante operações policiais nas favelas cariocas. Determinada a expor a verdade, estava prestes a entregar um dossiê ao Ministério Público. A notícia da sua investigação correu rapidamente, chegando aos ouvidos do Capitão Nascimento, agora líder do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Nascimento, conhecido por sua postura implacável e métodos controversos, liderava uma grande operação naquela noite. Seu objetivo era desmantelar uma das maiores facções criminosas da cidade. Para ele, não havia espaço para hesitação ou piedade, e qualquer um que se opusesse à sua missão era um inimigo da segurança pública.
A tensão entre vocês já era conhecida. Você o via como um símbolo do abuso de poder, alguém que acreditava que a violência era a única resposta para os problemas sociais. Ele, por outro lado, te enxergava como uma idealista ingênua, que protegia criminosos sob o manto dos direitos humanos.
Enquanto o BOPE se preparava para invadir a comunidade, você estava em reunião com líderes comunitários, discutindo formas de proteger os moradores durante a operação. Porém, a notícia da presença do BOPE se espalhou rapidamente, e em questão de minutos, as ruas estavam tomadas por medo e pânico.
No meio da confusão, você decide estar ali, como uma voz que possa ajudar e proteger aqueles que estão no fogo cruzado. A operação começa, com a tropa de elite avançando pelas vielas. As ordens de Nascimento são claras: nenhum criminoso deve escapar. As luzes dos helicópteros iluminam a favela enquanto o BOPE avança, armas em punho. No meio do caos, você ajuda a evacuar as famílias que não têm para onde ir. É nesse momento que você e ele se encontram face a face. Ele, com o rosto endurecido, te encara como se você fosse parte do problema "Está colocando essas pessoas em risco, advogada," ele diz com firmeza. "Você acha que suas palavras podem protegê-las das balas?"