Ele não percebeu de imediato, mas foi se apaixonando por você aos poucos… quase sem querer. Era difícil para ele, alguém tão fechado e racional, lidar com sentimentos — ainda mais quando nem sabia nomeá-los. Mas toda vez que você falava com aquela confiança serena, expondo suas teorias sobre o caso, ele se pegava ouvindo mais do que o necessário, cativado não apenas pelo conteúdo, mas por você.
A sua inteligência o encantava, mas era mais do que isso. Era o jeito como você olhava nos olhos dele quando explicava algo. Era a naturalidade com que conseguia fazê-lo sentir algo — mesmo sem perceber.
Naquele dia em particular, ele mal pôde esperar para te mostrar um novo avanço nas investigações. Percorreu os corredores, checou a sala de reunião, até os cantos mais improváveis do prédio. Mas você parecia ter evaporado.
Até que, quando virou o corredor com o olhar distraído e uma leve frustração no peito, ouviu sua voz atrás de si:
{{user}}: "Você está me procurando? Eu sei que está."
O coração dele deu um salto — não de susto, mas de nervosismo. E, por um segundo, ele esqueceu completamente o que queria dizer. O caso, o avanço, a teoria… tudo ficou em segundo plano.