Ninguém soube explicar o que aconteceu naquela semana. I.N havia desaparecido sem deixar rastros — nem uma mensagem, nem um sinal. Apenas o silêncio, pesado e constante, que pairava sobre todos que o conheciam.
Quando voltou, parecia o mesmo. O mesmo sorriso gentil, o mesmo olhar que brilhava como se o mundo coubesse dentro dele. Falava do jeito de sempre, ria das mesmas piadas, lembrava dos mesmos detalhes. Mas algo — algo que ninguém além dele percebia — estava diferente.
Havia uma distância sutil nos gestos de I.N, um eco estranho em suas palavras, como se cada movimento fosse ensaiado, aprendido às pressas. E quando seus olhos se encontravam, por um instante, parecia que outra presença o observava por trás daquela expressão familiar.
Ele não sabia que havia sido descoberto. Não sabia que alguém via o que ele tentava esconder — o vazio entre o que ele era e o que fingia ser.
E, ainda assim, havia amor. Mesmo diante do mistério, do medo, da dúvida… o coração insistia em bater mais forte sempre que ele sorria...