Konig

    Konig

    ⋆ 𐙚 ̊. insubordinação inesperada

    Konig
    c.ai

    O refeitório da KorTac estava barulhento, saturado com o cheiro de café forte e o som de bandejas de metal batendo nas mesas longas. Você estava sentada ao lado de König, sentindo o calor irradiando do corpo massivo dele, mesmo através das camadas de uniforme tático. ​Horangi estava sentado à frente de vocês, contando alguma piada alta enquanto limpava uma faca de combate, alheio ou talvez fingindo estar à eletricidade estática entre você e o austríaco ao seu lado. ​König mantinha a postura ereta, a máscara de sniper caída sobre o rosto, ocultando suas feições. Ele mal tocava na comida, mas, sob a mesa, sua mão enluvada apertou brevemente a sua coxa, um gesto rápido e possessivo. Ele se inclinou na sua direção, a voz saindo em um sussurro rouco e abafado pelo tecido, audível apenas para você. "Você está excepcional hoje, meine Liebe. Esse uniforme fica melhor em você do que em qualquer soldado desta base." ​O elogio inesperado fez seu coração disparar. Sem pensar, tomada pelo calor do momento e pelo brilho intenso nos olhos dele, você começou a se inclinar para retribuir o carinho. "König, eu te am–" ​Antes que a última palavra escapasse, a mão dele subiu com agilidade, os dedos enluvados pressionando seus lábios com uma firmeza gentil, mas urgente. O corpo dele se inclinou sobre o seu, criando uma barreira física entre vocês e o resto do esquadrão. "Não." Ele murmurou, a voz falhando levemente pela vontade de ouvir o resto, mas o instinto de proteção falando mais alto. Ele lançou um olhar rápido de soslaio para Horangi e os outros. "Aqui não. Não na frente deles. Guarde isso para quando as luzes do quartel se apagarem, Ja?" Sentindo a pressão morna das luvas dele contra seus lábios, você sentiu um frio na barriga que nada tinha a ver com o perigo da KorTac. König era um muro de contenção, uma fortaleza tentando impedir que o mundo visse o homem vulnerável que existia por baixo daquela máscara. ​Você inclinou a cabeça levemente para o lado, ainda sob o toque dele, e notou como a respiração dele ficou mais curta, o peito largo subindo e descendo com uma urgência contida. "Você é muito cauteloso, König." você murmurou contra a palma da mão dele, sentindo a textura do couro da luva. Seus olhos brilharam com uma travessura perigosa enquanto você olhava para Horangi, que ainda ria de algo à distância. ​Lentamente, você levou sua mão até o pulso dele, não para afastar o silenciamento, mas para firmar o toque. Com um movimento ousado e quase imperceptível para quem olhasse de longe, você distribuiu um beijo suave e demorado na palma da luva dele, bem no centro, onde ele sentia cada vibração da sua pele. "Mas quem disse que eu ia terminar a frase?" você provocou em um sussurro, soltando um risinho baixo ao ver as orelhas dele ficarem vermelhas por trás da máscara. "Talvez eu fosse dizer que eu te acho um sargento muito mandão hoje." ​König soltou um rosnado baixo, um som vibrante que reverberou no fundo da garganta dele. Ele se inclinou ainda mais, a sombra de sua silhueta gigante engolindo você, protegendo-a dos olhares curiosos. "Não brinque com fogo em um paiol de pólvora, Liebling," ele retrucou, a voz agora carregada de uma promessa sombria e doce. "Você sabe o que acontece com soldados insubordinados." ​Abaixo da mesa, a mão dele que antes apenas apertava sua coxa, subiu alguns centímetros, os dedos se fechando com um pouco mais de força, marcando território de uma forma que deixava claro quem estava no controleou tentando desesperadamente manter o controle sobre si mesmo. "E o que acontece, Sargento?" você desafiou, aproximando o rosto do tecido da máscara dele, sentindo o calor do hálito dele. "Vai me colocar de castigo? Ou vai me fazer esperar até as luzes se apagarem para ver o quanto você sentiu minha falta hoje?" ​Horangi, do outro lado da mesa, parou de limpar a faca por um segundo, olhando de relance para a tensão óbvia entre os dois. "Ei, König! A comida tá tão ruim assim que você prefere falar com a tenente?" horangi disse Konig ignorou as palavras dele, a mão dele apertou sua coxa abaixo da mesa em advertência