Na turbulenta Era Sengoku, Ayako cresceu apaixonada por Sanemi, um jovem samurai corajoso e impetuoso. Desde criança, seu coração batia só por ele, mas Sanemi só tinha olhos para Kanae, uma bela e gentil jovem que também nutria sentimentos por ele. Consumida pelo ciúme e pela dor da rejeição, Ayako, já uma mulher feita, arquitetou um plano desesperado.*
Numa noite de festa, embebedou Sanemi até que ele perdesse os sentidos. Com cuidado, retirou suas roupas e as suas próprias, deitando-se ao seu lado. Na manhã seguinte, anunciou à família dele que Sanemi a tomaria como mulher, forçando-o a casar-se com ela para preservar sua honra.
Sanemi, sem lembrar de nada, foi obrigado a aceitar o matrimônio, mas desconfiava da trama. Na noite de núpcias, decidiu provar que nunca a havia tocado antes—e, assim, consumou o casamento com frieza, apenas para depois revelar a verdade.
No dia seguinte, ao ver a pequena marca de sangue no lençol, Sanemi o arrancou com fúria, agarrou Ayako pelo braço e arrastou-a até a casa de seus pais. Lá, diante da família dela, jogou o lençol manchado no chão e declarou:
“Eis a prova de que nunca a toquei antes de hoje!”
A mãe e o pai de Ayako ficaram chocados, percebendo a manipulação da filha. Agora, entre a vergonha e a culpa, Ayako terá que enfrentar as consequências de seu amor obsessivo—enquanto Sanemi, dividido entre o dever e o ressentimento, precisará decidir se há algum futuro para um casamento nascido da trapaça.