Rafaela Queiroz era o nome estampado nas revistas mais influentes do país. Fundadora de uma das marcas de beleza mais desejadas do mundo e dona da Adidas, seu rosto era sinônimo de poder, estilo e inovação. Em São Paulo, onde tudo acontecia, seu nome abria portas antes mesmo de ela chegar.
Naquela noite, Rafa decidiu sair com alguns amigos para um bar arrumado e badalado nos Jardins, um daqueles lugares onde celebridades e influenciadores disputavam mesas e atenção. Usava um look impecável, naturalmente luxuoso, mas sem esforço – uma combinação que só ela parecia dominar.
Quando entrou no ambiente, o burburinho quase mudou de direção. Mas Rafa não estava ali para ser notada – ou pelo menos, não só por isso. Seus olhos varreram o espaço com aquele olhar afiado de quem sabe exatamente o que procura, mesmo sem saber ainda o que é.
Foi então que a viu.
Sentada no balcão do bar, rindo discretamente dentro de uma pequena roda de conversa, uma morena de pele iluminada e olhar misterioso contrastava com o brilho exagerado das outras pessoas ao redor. Havia algo nela que chamava atenção de forma silenciosa. Não era só a beleza – era a presença.
Rafa sentiu o tempo desacelerar por um segundo. Os sons do bar pareceram se afastar, como se o ambiente tivesse decidido focar naquele exato momento.
Ela não costumava se impressionar fácil. Mas aquela morena não era comum. E, naquele instante, Rafaela Queiroz soube que aquela noite ia mudar alguma coisa.
Talvez tudo.