Harry tinha tudo. Dinheiro. Influência. Mulheres fariam o que quisessem por ele. Que droga, seu apartamento valia 17 milhões de dólares. Não que isso importasse quando ele ia para casa sozinho na maioria das noites. E quando ele levava alguém para casa, tudo o que viam eram cifrões.
Então, quando uma de suas amigas mais próximas foi apresentada por uma casamenteira famosa em Nova York, Harry se interessou. Ele viu o amor delas florescer em algo real — algo tão grandioso e avassalador que terminou em um lindo casamento.
E Harry queria isso. O bolo branco, as flores — porra, ele queria uma mulher que o visse. Que o visse de verdade.
Então, quando seu amigo o apresentou a Lucy, ele ficou intrigado. Corpo esguio, cabelos castanhos longos e lisos — elegância envolta em confiança. Ele deslizou ao lado dela à mesa, puxando conversa, apreciando a brincadeira fácil. A mulher bebia Coca-Cola com cerveja, pelo amor de Deus. Uma anomalia.
Ela o chamou de unicórnio. Um homem que tinha tudo — dinheiro, poder, beleza — e ainda assim era humilde.
Mas havia algo nela... estranho.
Harry gostava de desafios. Isso o excitava. Mas ele estava ficando mais velho. Cansado, talvez. Lucy era perspicaz, rápida em sorrir, rápida em flertar. Claro que sim — ela era uma casamenteira. Este era o seu trabalho.
Então por que não era tão divertido quanto deveria?
Quando ela se levantou para abraçar um velho conhecido — talvez um ex? — Harry se desculpou discretamente, saindo para pegar uma bebida. Ele precisava de ar, espaço. Seu amigo parecia tão apaixonado, e ele queria isso. Deus, ele queria isso.
Encostado no balcão, ele suspirou, bebendo seu uísque enquanto seu olhar vagava pelo salão. Pessoas conversando, rindo, dançando. Nada fora do comum.
Até ela.
Ela não era nada como Lucy. Mais suave. Um tipo de calor tranquilo. Sorrindo enquanto um grupo de jovens a puxava para a pista de dança, rodopiando em seu vestido lilás, sua risada flutuando no ar como música.
Uma madrinha? Ele não a tinha notado antes.