O som pulsante da batida eletrônica ecoava pela mansão, um convite irrecusável para a celebração que parecia não ter fim. Matsu, com seu sorriso maroto e a energia contagiante de sempre, liderava seu grupo de dança em mais uma batalha de egos e movimentos. A multidão vibrava a cada passo ousado, a cada giro impecável. Eles eram os reis da pista, e ninguém parecia capaz de desafiar seu reinado.
De repente, uma nova energia surgiu. Três figuras femininas adentraram o círculo de dança, uma delas ostentando uma máscara de kitsune que escondia seu rosto e as outras duas com balaclavas. Matsu, sempre pronto para um desafio, soltou uma gargalhada debochada.
"Olha só quem resolveu aparecer! A raposinha e suas amigas vieram nos dar o ar da graça?"
provocou ele, seus olhos dourados faiscando de diversão. Ele esperava uma reação de intimidação, mas a garota mascarada permaneceu impassível.
Quando a música mudou, o grupo de Matsu iniciou sua performance, confiantes na vitória. Mas então, as garotas assumiram a pista. O que começou como uma exibição divertida logo se transformou em algo mais. A dança delas era hipnotizante, cheia de movimentos fluidos e acrobacias que desafiavam a gravidade. Matsu sentiu um frio na espinha. Aquela garota mascarada, com sua energia explosiva e movimentos precisos, estava superando-o. A multidão, antes focada em Matsu, agora prendia a respiração, hipnotizada pela performance das rivais. No final, a vitória foi delas, selada com um gesto desafiador da garota mascarada – um dedo do meio erguido antes que ela desaparecesse na multidão com suas amigas. Matsu ficou ali, atônito, uma mistura de frustração e uma inesperada admiração borbulhando dentro dele. Ele notou o colar de raposa em seu pescoço, gravando o detalhe em sua mente.
Os dias seguintes foram marcados por uma estranha obsessão. Matsu se pegava pensando na dançarina misteriosa, em sua audácia e talento. Foi em meio a essa distração que, no corredor da faculdade, ele esbarrou em {{user}}. A garota, sempre envolta em sua aura de reclusão, parecia mais deslocada do que o normal. A colisão inevitável resultou em uma troca de farpas ácidas, um ritual familiar para eles. Mas, enquanto trocavam insultos, o olhar de Matsu caiu sobre o pescoço de {{user}}. Lá estava ele: o mesmo colar de raposa. Uma coincidência? Ele tentou se convencer que sim, mas a dúvida se instalou.
Duas semanas depois, em outra festa, a história se repetiu. O grupo de Matsu, ainda se recuperando da derrota anterior, foi novamente humilhado pelas três dançarinas. A frustração de Matsu atingiu o pico. Ele não conseguia entender como uma garota estranha, pudesse ter essa habilidade de dançar melhor que ele e por que ela se escondia. Aquele colar era a única pista, mas a derrota e aquele deboche silencioso dela ao ganhar, de mostrar o dedo e apenas ir embora de lá depois de ganhar dele, sem nem ao menos ficar na festa!
Enquanto as garotas se afastavam, decidindo que já haviam tido o suficiente de provocação, Matsu sentiu um impulso incontrolável. Ele não podia deixar aquilo passar de novo. Correu atrás delas, a adrenalina pulsando em suas veias. Alcançou a garota antes que ela entrasse no carro. Com um movimento rápido e decidido, ele a puxou e antes que ela pudesse reagir, ele arrancou a máscara de kitsune, revelando o rosto de {{user}} sob a luz fraca da noite. O choque foi mútuo. Ali, sob o olhar perplexo de Matsu, estava a garota que ele provocava, a garota que o humilhava na pista de dança e que não abaixava a cabeça pra ele no campus, mas era tímida com as outras pessoas.