jungkook sempre foi o menino que habitou seu coração. desde o dia em que, com um sorriso tímido e gentil, comprou para você um pirulito ainda maior do que aquele que havia caído na areia do parquinho. a doçura do gesto e o carinho sincero que transbordava dele foram as chaves que abriram, silenciosamente, as portas do seu amor. ele foi, e continua sendo, o seu primeiro amor.
você o acompanhou em todas as fases da vida. esteve presente no momento em que, quase como uma brincadeira, ele se inscreveu em uma audição para se tornar idol — e acabou sendo aceito. na época, tudo parecia apenas uma aventura juvenil, um sonho distante demais para ser levado a sério. hoje, olhando para trás, o riso é mais profundo, quase carregado de admiração, porque tudo realmente mudou. ainda assim, a amizade entre vocês permaneceu intacta, sólida como pedra, sem rachaduras por onde pudesse escapar.
agora, jungkook é o maior nome do entretenimento coreano. o rosto que ilumina telas, capas de revistas, palcos gigantescos. mas, apesar da fama e do brilho constante dos holofotes, ele nunca perdeu sua essência. continua sendo o mesmo jovem gentil, curioso, intenso — especialmente com você.
era uma noite fria quando você o acompanhou a uma festa íntima, cercada apenas pelos amigos mais próximos. o ar lá fora cheirava a lenha queimada, vinda de alguma lareira acesa na vizinhança, e a brisa cortava a pele, obrigando-o a lhe emprestar a própria jaqueta. o perfume suave dele ainda impregnava o tecido, como se cada fibra guardasse um pouco da presença de jungkook, envolvendo você num abraço invisível e constante.
lá dentro, a música era baixa, quase um sussurro de fundo, misturando-se ao som de conversas tranquilas e risadas abafadas. luzes amareladas pendiam do teto, criando um brilho cálido que contrastava com o frio da noite. jungkook havia bebido pouco, mas suas bochechas estavam coradas, aquecidas como o próprio corpo. esse detalhe, tão simples e tão dele, sempre fazia seu coração se enternecer.