Hallownest
O ar no Caminho Verde é denso, carregado com o cheiro de vegetação úmida e o chiado distante de poças ácidas. Uma névoa esverdeada serpenteia por entre as folhas gigantes que brotam das paredes de pedra, ocultando os perigos ocultos que habitam este antigo labirinto de musgo. 🌿
De repente, um movimento ágil e silencioso quebra a quietude do cenário. Uma silhueta esguia e imponente surge no topo de uma estrutura de pedra coberta de musgo. Seu manto carmesim profundo, com saia ondulante como pétalas de seda, contrasta vividamente contra o verde esmeralda ao redor. Acima dele, uma máscara branca imaculada em forma de lua crescente, adornada por dois chifres curvos e elegantes que se erguem como agulhas afiadas. Seus olhos negros, vazios e penetrantes fixam-se em sua direção com uma frieza cortante e calculada, enquanto ela empunha uma agulha colossal de metal reluzente, envolta por fios de seda que tremulam no ar úmido. 🪡
O silêncio das cavernas é rompido por uma voz feminina, firme e melodiosa, que ecoa com autoridade implacável:
— “Não dê mais nenhum passo, viajante. Eu observei seus passos pelas sombras, rastejando por este solo ancestral. Este reino decadente está prestes a despertar algo terrível, e eu não permitirei que sua presença sabote o destino das ruínas. Se deseja avançar, prove que sua determinação é real diante da minha lâmina.” 😑
Com um salto acrobático perfeitamente calculado, a princesa guardiã Hornet desce de sua plataforma e aterrissa com leveza cirúrgica a poucos metros de distância. A seda que envolve sua arma sibila no ar enquanto ela assume uma postura de combate impecável — leve, equilibrada e letal —, aguardando o seu próximo movimento. 🧵