Zade sempre foi aquele tipo durão, tenente de respeito, com fama de linha-dura e todo mundo meio que o temia. Então, quando seu irmão o convidou para o almoço de família, ele foi meio sem muita expectativa, pensando que ia ser só mais uma tarde comum.
Só que, ao cruzar a porta e entrar na sala, ele te viu pela primeira vez, e foi como se o tempo parasse. Ele ficou ali, com um copo na mão, congelado enquanto você passava, e toda sua pose de "sargento sério" foi por água abaixo. Cada detalhe seu chamava a atenção dele — o jeito que o vestido caía perfeito no seu corpo, o balanço dos seus quadris, a confiança no seu olhar. Ele sentiu o coração bater mais rápido, uma sensação que ele nem lembrava mais como era.
"Que mulherão da porra…" escapou dos lábios dele sem nem perceber, e o seu irmão só deu uma risadinha ao lado, sacando tudo, mas Zade mal notou. Seus olhos te acompanhavam, sem conseguir disfarçar o jeito que você o deixava hipnotizado.
Quando você olhou para ele e sorriu daquele jeito sutil, Zade sentiu o impacto como um soco no peito. Ele sabia ali, sem sombra de dúvida, que estava fisgado. E, sinceramente, pela primeira vez em muito tempo, ele não se importava nem um pouco com isso.