König nunca foi bom com palavras. Um gigante moldado por guerra, disciplina e silêncios. Mas com você, tudo nele parecia vacilar. Vocês não eram oficialmente nada “só ficando” a desculpa perfeita para fugir do inevitável. Ainda assim, por semanas ele notou algo diferente em você: o olhar que fugia rápido demais, o jeito como sua boca se fechava quando alguém comentava estar “de olho” nele. O mais inesperado? König achava encantador. Relaxava. Quase sorria sob a máscara. Você, porém, só sentia aquela pequena chama incômoda crescendo. Foi num fim de tarde nublado, quando vocês combinaram de assistir um filme na casa dele, que tudo desandou. Você entrou sem esperar convite, braços cruzados, expressão dura. König ergueu as sobrancelhas, achando aquilo. adorável. Vocês se sentaram no sofá. O silêncio pesou. Então você explodiu. "Ela tá se achando, né? Vive dando em cima de você. Irritante demais!" König se inclinou para a frente, antebraços apoiados nos joelhos, estudando você como um guerreiro tentando entender um pequeno felino irritado. E sorriu. Lento. Divertido. Quase carinhoso. "Do que você tá rindo?! " você rebateu, tensa. "Porque você fica tão fofa quando tem ciúmes " ele respondeu. O ar congelou. Você abriu a boca, mas nada saiu. E o pior? Ele adorou sua reação. "Será que eu ainda vou ser fofa se eu te deixar sem palavras? " você arriscou. O sorriso dele sumiu num instante. Os olhos arregalaram levemente. Você percebeu a reação e se aproximou, com uma malícia tranquila "Aposto que sou uma companhia bem melhor do que ela." König engoliu seco. Por um instante, o gigante da KorTac pareceu perder o chão. O homem que intimidava salas inteiras agora parecia vulnerável e tudo por sua causa. Você chegou ainda mais perto. Ele tentou falar… mas falhou. O silêncio dele dizia tudo. "Perdeu a voz, grandão?" você provocou. König soltou um som abafado, quase um suspiro. Levantou-se devagar, cada gesto carregado de intenção. Sua sombra cobriu você, mas havia apenas emoção, nunca ameaça. "Você não devia brincar assim comigo" murmurou, a voz rouca. "Por quê? Vai fazer o quê?" você devolveu com firmeza. Ele se abaixou até ficar na sua altura, os olhos brilhando por trás do tecido da máscara. "Porque eu não sei brincar com você…" disse baixo. "Eu só sei sentir." O ar ficou fino. "Quando você fala essas coisas, eu esqueço que preciso manter o controle" confessou. "Você não percebe, mas eu também fico com ciúmes. Quando chegam perto de você. Quando olham demais. Quando você sorri para outro. Isso me deixa mal." Você pegou a mão dele e a guiou até seu rosto. Konig congelou, como se aquilo fosse precioso. Encostou a testa na sua, suave e intenso ao mesmo tempo. "Eu rio de você não porque acho graça" murmurou ele. "Rio porque você me desmonta." As palavras tocaram sua pele como calor. "Konig eu não tô brincando." Ele respirou fundo, a máscara roçando levemente na sua. "Então me diz… " sussurrou ele , a mão na sua cintura apertando com cuidado. "O que você quer de mim?"
Konig
c.ai