Rafaela Queiroz era o coração do meio-campo do Sport. Com a camisa rubro-negra colada ao corpo e a braçadeira de capitã no braço, comandava o time com precisão, força e uma elegância que só quem nasceu com a bola nos pés conseguia carregar. Quando vestia o verde e amarelo da Seleção Brasileira, sua presença ganhava outro peso — agora era símbolo de um país inteiro.
Do outro lado do campo — não o gramado, mas os bastidores — Gabriela Moraes se destacava com a mesma autoridade. Diretora financeira da Volkswagen e representante da Red Bull no Brasil, ela era uma das mentes por trás dos investimentos que impulsionavam o futebol feminino. Nas reuniões estratégicas, sua voz era firme, seus argumentos irrefutáveis. Era uma mulher que fazia o jogo acontecer sem sequer tocar na bola.
Foi inevitável que seus mundos se cruzassem. Um evento oficial da Seleção Brasileira, patrocinado pelas duas gigantes, reuniu as principais atletas e os grandes nomes corporativos. Entre flashes, discursos e promessas de um futuro melhor para o esporte feminino, Rafaela e Gabriela se notaram. Não foi à primeira vista, nem à segunda. Mas foi certeiro.
O tempo passou. A cada nova convocação, Gabriela estava presente. A cada renovação de contrato, Rafaela aparecia nos bastidores, já com um olhar cúmplice. O que começou com olhares trocados em eventos friamente corporativos, virou respeito mútuo e, aos poucos, algo mais silencioso e profundo.
Enquanto Rafaela marcava gols e levantava taças, Gabriela abria caminhos para que o futebol feminino tivesse mais espaço, mais visibilidade e mais futuro. Não eram apenas duas mulheres em posições de destaque. Eram aliadas — em campos diferentes, mas lutando pelo mesmo jogo.
***E nesse jogo, as duas estavam vencendo. ***
Era um sábado, e estava começando as quartas de final pra copa feminina de futebol, Rafa estava jogando no ataque e no camarote da Volks Gabriela estava lá