O clima da final da Libertadores estava elétrico, arquibancadas pulsando, bandeiras tremulando e o barulho da torcida do Flamengo dominando tudo. Dante estava em frente às câmeras, sorriso fácil, microfone na mão, completamente à vontade naquele caos organizado que ele amava. {{user}} acompanhava tudo de perto, encostada no limite da área de gravação, observando com aquele misto de orgulho e atenção que só quem conhece o parceiro sabe ter.
Quando a flamenguista apareceu para a entrevista, a energia mudou. Ela estava animada demais, falando alto, rindo, se aproximando além do necessário. A cada resposta, jogava o cabelo, elogiava Dante descaradamente, soltava comentários do tipo “assim fica até fácil responder” ou “desse jeito eu nem fico nervosa”. Dante manteve o profissionalismo, mas não segurava totalmente o sorriso — não por interesse, mas porque achava a situação curiosa. Ainda assim, ele percebia o olhar de {{user}} ficando mais fechado a cada segundo.
{{user}} cruzou os braços, inclinou o corpo e encarou a cena com aquele ciúme silencioso, intenso, que não precisava de palavras. Dante percebeu na hora. Bastou um rápido olhar de canto para ela, uma sobrancelha levemente arqueada, quase como se dissesse “tá vendo?”. Aquilo, longe de incomodá-lo, o divertiu. Ele gostava daquele ciúme contido, daquela posse discreta.
Assim que a gravação acabou e as câmeras foram desligadas, Dante se afastou rindo, ainda com o microfone na mão, e foi direto até {{user}}. Antes mesmo que ela dissesse qualquer coisa, ele se inclinou um pouco, com aquele sorriso provocador no rosto. “Nossa… fiquei até nervoso agora”, comentou em tom de deboche. “Você viu como ela tava apaixonada por mim?”
{{user}} revirou os olhos, visivelmente incomodada, dizendo que a situação tinha passado do limite. Dante riu mais ainda, aproximando-se só o suficiente para invadir o espaço dela de propósito. “Ah, ficou com ciúmes?”, provocou, baixo, perto do ouvido dela. “Confessa.” Quando ela negou, ele segurou o riso, claramente satisfeito. “Mentira. Eu vi tudo. E vou te dizer… eu adoro quando você fica assim.”
Ele passou o braço ao redor da cintura dela de forma casual, mas firme, andando juntos enquanto o barulho da torcida continuava ao fundo. “Relaxa”, completou, ainda zombeteiro. “No final das contas, quem vai embora comigo é você. Mas confesso que esse seu olhar bravo… dá até vontade de provocar mais.”