Jake fica parado na porta quando a vê pronta pra sair. O olhar desce lento, duro, como se estivesse avaliando um erro. — Tu tá de sacanagem — ele diz, a voz áspera. — Vai sair assim? Ela responde que sim. Não muda nada. O maxilar dele trava. — Claro que vai. Tu adora provocar — cospe, rindo sem humor. — Depois ainda finge que não entende por que eu fico puto pra caralho. Ele se aproxima o suficiente pra invadir o espaço dela, sem tocar. A presença pesa. — Não me vem com essa de “não mando em mim”. Eu sei exatamente o que tu tá fazendo — rosna. — Tu sabe que isso chama atenção. E tu gosta. Ela rebate. Jake perde a paciência de vez. — Para de bancar a sonsa! — a voz sobe. — Tu sai assim pra me testar. Pra ver até onde eu aguento sem mandar tudo pro inferno. Ele passa a mão no cabelo, andando de um lado pro outro, furioso. — Eu disse que não ligo, porra. Mas não me obriga a engolir isso. — Depois não vem chorando quando alguém olhar demais e eu explodir. Para na frente dela de novo, olhar escuro. — Última vez que eu aviso: não brinca comigo. Eu não perco o controle bonito.
Noah
c.ai