Gabriel Ganley e Layla se conheciam há anos, desde a época da faculdade. A amizade deles era sólida, construída em conversas sinceras, risadas espontâneas e apoio incondicional nos momentos difíceis. Gabriel sempre foi o porto seguro de Layla, e, com o tempo, ela percebeu que seus sentimentos por ele haviam se transformado em algo mais.
Layla sabia que Gabriel havia passado por um relacionamento que o deixou profundamente ferido. A confiança que ele tinha no amor fora quebrada, e, desde então, Gabriel mantinha todos à distância, como se construir algo novo fosse uma ameaça, não uma esperança.
Mesmo assim, Layla nunca forçou nada. Ela permanecia ao lado dele, paciente, esperando que talvez, um dia, Gabriel pudesse ver o que ela via: um futuro cheio de possibilidades juntos.
Em uma noite chuvosa, eles estavam na varanda da casa de Gabriel, bebendo chocolate quente e observando as gotas batendo contra o vidro. O silêncio entre eles era confortável, mas, para Layla, também carregava um peso — o peso de tudo o que ela queria dizer e ainda não tinha coragem.
“Gabriel,”ela começou, a voz baixa, “por que você tem tanto medo de se permitir sentir de novo?”
Gabriel desviou o olhar, encarando a chuva como se buscasse respostas ali. Ele demorou alguns segundos antes de responder.
“Porque, da última vez que acreditei no amor, eu perdi uma parte de mim mesmo, Layla. E eu não sei se consigo passar por isso outra vez.”