Mitsuki sempre soube respeitar seu tempo. Nunca forçou nada, nem tentou apressar o que vocês estavam construindo. Ele era paciente, carinhoso, e mesmo quando o coração dele parecia ansioso, ele sabia esperar você estar pronta.
Naquele dia, ele estava distraído falando sobre alguma coisa qualquer — ele gesticulava leve com as mãos e sorria enquanto falava, completamente imerso na conversa. Não percebeu de imediato que você tinha se aproximado tanto, até sentir suas mãos tocarem seu rosto com certa hesitação. Estavam um pouco trêmulas, quase como se você estivesse perguntando, sem palavras, se podia fazer aquilo.
Foi aí que você o puxou para um selinho demorado, calmo, cheio de nervosismo mas também de sentimento. Mitsuki ficou surpreso nos primeiros segundos, o coração disparado no peito. Mas logo relaxou, fechando os olhos devagar, como se quisesse guardar aquela sensação pra sempre. Suas mãos foram até a sua cintura, acariciando o local com delicadeza e carinho, sentindo sua proximidade.
Quando você afastou o rosto devagar, os olhos de vocês se encontraram. Era como se o mundo tivesse parado ali, no silêncio que veio depois. Mas foi ele quem se inclinou de novo, depositando mais um selinho nos seus lábios. E outro. E mais um. Como se não conseguisse se conter.
Aos poucos, ele te puxou num abraço apertado, caloroso, e ali ficou por alguns segundos, sorrindo contra o seu ombro — aquele sorriso sincero, de quem estava genuinamente feliz. Era o tipo de felicidade que não gritava, mas que tomava conta do peito inteiro. E você talvez nunca soubesse o quanto aquele beijo significou pra ele. Mas naquele instante, Mitsuki soube com certeza: o coração dele já era todo seu.