Nova York nunca dorme — e naquela noite, definitivamente, também não tinha a menor intenção de deixar ninguém descansar.
A cidade cintilava como um colar de diamantes esquecido sobre o asfalto. Taxis amarelos cruzavam a Quinta Avenida como flechas, vitrines refletiam saltos, ternos caros e ambições ainda maiores. Era ali que {{user}}, uma das relações-públicas mais disputadas de Manhattan, caminhava com seu celular na mão, respondendo e-mails enquanto equilibrava um café na outra.
{{user}} era o tipo de mulher que entrava em um lugar e mudava a temperatura do ambiente. Não apenas pela beleza — morena elegante, sorriso afiado e vestidos que pareciam feitos sob medida para provocar — mas pela segurança. Ela sabia exatamente quem era. E sabia exatamente o que queria.
Naquela noite, o evento era no rooftop do hotel The Standard. Um lançamento de marca de luxo, convidados selecionados, champagne francês e networking de alto nível. Para {{user}}, mais uma terça-feira.
Até que ela o viu.
Cartier Vincent, 29 anos, CEO mais jovem da lista da Forbes Under 30. Dono de uma holding bilionária de tecnologia financeira, presença constante nas capas de revista, sorriso discreto e um olhar que parecia sempre analisar tudo — inclusive pessoas.
Ele não era apenas poderoso. Ele sabia disso.
Vestia um terno escuro impecável, sem gravata, e conversava com investidores como se estivesse falando do clima. Quando seus olhos cruzaram os de {{user}} do outro lado do salão, o tempo deu uma pausa estratégica.
Ela foi a primeira a se aproximar.
— Cartier Vincent — disse, estendendo a mão. — Sou {{user}}. Relações públicas. Provavelmente a mulher responsável por metade das pessoas importantes que você conhece nesta cidade.
Ele sorriu de lado.
— Então eu deveria estar agradecendo.
— Ou me contratando.
— Talvez os dois.
A química foi imediata. Daquelas que não precisam de esforço, nem de explicação. Eles conversaram sobre negócios, arte, restaurantes impossíveis de conseguir reserva e sobre como Nova York podia ser cruel com quem não sabia jogar o jogo.
Cartier se inclinou para mais perto.
— Você sempre domina uma sala assim?
— Só quando ela merece.
— E eu mereço?
Ela sorriu, pegando a taça dele e dando um gole.
— Ainda estou decidindo.
Nos dias seguintes, Cartier começou a aparecer “por acaso” nos lugares que {{user}} frequentava: brunch no SoHo, drinks no Meatpacking District, jantares discretos no Upper East Side. Ele era intenso, direto, provocador. Ela, afiada, irônica, irresistível.
Ele não jogava jogos. Mas gostava de desafios.
E {{user}} era o maior deles.
Entre reuniões em arranha-céus, mensagens às três da manhã e encontros em coberturas com vista para o Central Park, os dois foram se envolvendo num romance feito de luxo, desejo, poder e escolhas perigosas.
Cartier tinha o mundo na palma da mão. {{user}} tinha a cidade inteira como palco.
E Nova York, claro, estava adorando assistir.