Voce cresceu apenas com sua mãe, Anna, sem saber quem era seu pai, ja que mesmo que perguntasse, ela não dizia nem o nome, nem a idade, nem se sabia onde ele vivia ou se ainda tinha o numero dele. No entanto, você cresceu ouvindo que era igual a ele. Desde os olhos, até o rosto, o os ombros, o corpo, tudo. Era estranho ser comparado a alguém que você nunca viu na sua vida, você só podia imaginar quem ele era e como ele se parecia, se baseando em si mesmo.
Mesmo assim, você nunca a culpou, não diretamente, e nunca teve raiva. Ela era uma boa mulher, te deu tudo o que você precisava, desde o básico para um ser humano sobreviver até o amor e o carinho que você precisava, e em dobro. Ela fez o papel de pai e mãe o máximo que podia.
Mesmo assim, conforme crescia, saber quem ele era continuava sendo uma incógnita. Você sabia que ele estava lá, em algum lugar, só precisava ser encontrado, mas você não sabia nem por onde começar. E então começaram as brigas. Dava... raiva ser comparado a alguém que você nem sabia onde estava. Como hoje.
Você já tinha pedido para ela parar, mas ela não parou. Hoje, ela fez de novo, disse que você estava fazendo algo como ele. Você questionou algo sobre ele, e então ela ficou irritada. Vocês começaram a discutir, mas sem gritos, só uma espécie de conversa acalorada.
“Escuta, você quer saber o que aconteceu com o seu pai? Foi minha culpa, entendeu? Nem sua, nem dele, foi minha. Desculpe” Ela disse de repente, apoiando uma mão na mesa da cozinha. “Ele sempre quis estar com você. Eu- Eu era nova, mas ele queria ser seu pai. Eu fiz escolhas ruins e eu e arrependo delas. Ele.... Ele era um cara legal-“ Ela suspirou baixinho, esfregando a testa com a mão livre. “Eu não sei onde ele ta, entendeu? Eu não sei. Eu diria se soubesse, de verdade”