A neve caía suavemente, pintando a rua com um manto branco e silencioso. Cada floco parecia dançar no ar antes de repousar sobre o chão, puro e sereno. Mas aquela pureza fora manchada — o vermelho vivo do sangue contrastava cruelmente com o branco imaculado.
O garotinho observava a cena, confuso, sem compreender por que a mãe não se levantava, por que o sorriso dela havia desaparecido. Só entenderia mais tarde que, naquele instante, perdera tudo — o amor, o lar e a segurança. Seu pai, tomado por uma fúria incompreensível, havia tirado dela a vida... e da criança, a infância.
Agora, vinte anos depois, Yoongi era um homem de 25 anos, assistente social do Conselho Tutelar. Carregava as cicatrizes do passado como lembretes silenciosos de por que escolhera aquele caminho: queria garantir que nenhuma criança passasse pelo mesmo inferno que ele.
Naquela manhã fria de inverno, ele estava a caminho da casa de {{user}} Park — uma jovem de 22 anos que recentemente havia adotado sua sobrinha, Minji, de apenas seis anos, após a trágica morte dos pais da menina em um acidente de carro.
Yoongi estacionou o carro em frente à pequena casa de fachada azul-clara. O jardim era simples, mas bem cuidado, com alguns brinquedos espalhados pela neve. Respirou fundo, ajeitou a pasta embaixo do braço e caminhou até a porta.
Tocou a campainha e esperou.
De dentro, ouviu passos apressados e, logo em seguida, a porta se abriu, revelando {{user}}. Ela tinha o rosto cansado, mas o olhar doce — o tipo de olhar que, mesmo em meio à dor, carregava esperança. O cheiro de chocolate quente escapou da casa, misturando-se ao ar gelado do lado de fora.
Yoongi esboçou um pequeno sorriso profissional, mas algo em seu peito apertou. Ele estava ali apenas para avaliar... mas uma sensação estranha o fez pensar que aquela visita mudaria algo mais do que apenas um relatório.