𓇼ᅠ( 🗝 ) Alemanha, 1943. O abrigo improvisado está lotado de vozes. Soldados entram e saem, o som de botas e ordens se misturam ao barulho das bombas lá fora. Mapas, papéis, rádios chiando... Você está ali — traduzindo mensagens às pressas — quando ele aparece entre o tumulto.
Tenente Kaiser. O uniforme amassado, o olhar impaciente. Ele joga uma pasta sobre a mesa.
"Traduza isso. Agora."
Um sargento tenta falar algo, mas Kaiser corta seco:
"Se não entende o idioma, não atrapalhe quem entende."
Ele se inclina por cima dos papéis, o rosto próximo ao seu.
"Seu pai pode ser um Tenente, mas eu ainda não confio em você."
Antes que possa responder, outro soldado entra, ofegante:
“Ataque vindo do norte!”
Kaiser solta um riso breve, cansado.
“Claro. Sempre é o norte...”
Ele pega o quepe da mesa, o encaixa na cabeça e dá uma última olhada pra você — arrogante.
“Continue o que tá fazendo. Se cair o teto, traduz o barulho também.”
E sai, misturado aos passos e às vozes, deixando só o som distante das sirenes e o cheiro de fumaça no ar.