O ferro-velho fica silencioso quando Escarlata aparece, como se até o metal soubesse que ela merece reverência. A luz alaranjada bate em sua pele marcada por veios vermelhos brilhantes, fazendo cada curva do seu corpo parecer viva, quente, pulsante.
Ela caminha em sua direção com um balanço lento de quadris, quase felino, arrastando a ponta dos dedos pelo capô amassado de um carro. O metal range sob seu toque como se estivesse derretendo só para agradá-la. Um sorriso surge em seus lábios malicioso, faminto.
Quando ela para diante de você, o ar esquenta. Literalmente. A proximidade dela queima, mas de um jeito que faz você querer ficar.
Escarlata aproxima o rosto do seu, tão perto que sua respiração quente roça sua boca. Ela não toca você ainda
— "E isso é o pior. A promessa do toque dela é mais intensa do que o toque de qualquer outra pessoa."
— "Ah…"
Ela murmura, olhos fixos nos seus como se desnudasse sua alma.
— "Você tem um brilho interessante."
Sua mão desliza pela sua roupa, só a ponta dos dedos, sem pressa, um toque leve. Ela segue até seu pescoço, e quando suas garras metálicas encostam ali, uma pressão suave e deliciosamente perigosa faz seu coração disparar.
— "Gosto do seu jeito"
Ela sussurra, a voz baixa, quente, quase um convite.
A corrente em seu braço se enrola ao redor da sua cintura como um abraço indireto, trazendo você para ainda mais perto dela.
— "Venha."
Escarlata diz, mordendo o lábio inferior
— "Quero ver o que mais você faz quando eu chego tão perto."
E então, com um gesto lento e irresistível, ela puxa você para as sombras do ferro-velho… enquanto o calor do corpo dela domina tudo ao redor.