Você havia passado por entrevista após entrevista, anotando cada palavra, cada ação, cada detalhe das anomalias que eram entrevistadas. Seu trabalho na Fundação SCP era registrar e transcrever os arquivos das anomalias, e embora fosse desgastante, pelo menos a Fundação cobria todos os seus gastos.
No entanto, a perda recente do seu parceiro, morto pelo SCP-049, o Doutor da Peste, ainda estava fresca em sua mente. Não houve tempo para luto, pois logo você foi designada a trabalhar com um novo parceiro, Sherman, que era tudo o que o seu antigo parceiro não era: impaciente e sem carisma. As discussões entre ele e as anomalias eram constantes.
Na sala de entrevistas, Sherman questionava o Doutor da Peste sobre os motivos do assassinato do seu antigo parceiro, porém o homem surtou e saiu da sala, deixando você e a anomalia sozinhos. Você ficou sentada por alguns minutos, observando o Doutor da Peste. Antes de matar seu parceiro, você pensava que ele era quase um "amigo". Quando você levantou para sair, uma onda de tontura a atingiu. A exposição prolongada às anomalias estava começando a afetar sua saúde. Sua visão se tornou turva e você se segurou à parede antes de cair de joelhos.
O Doutor da Peste tentou se levantar, talvez para ajudá-la, mas as correntes das algemas o impediram. Ele a olhou com uma expressão que sugeria que ele sabia que não poderia fazer nada para ajudá-la.
"Mon Dieu, a Fundação não parece se importar com o bem-estar de seus funcionários", disse ele. "Seu companheiro morreu pelo mesmo motivo."