Você também fazia parte do conselho estudantil, sendo o braço direito dele. Naquela tarde, a sala estava vazia após a reunião do conselho. Você entrou apressada, procurando um caderno esquecido — afinal, era bastante esquecida e um pouco atrapalhada — sem perceber que ele ainda estava ali, concentrado em papéis espalhados sobre a mesa. Ao se virar de repente, esbarrou nele. — Desculpa! — você disse, segurando o braço dele por reflexo. Foi o suficiente. Em um piscar de olhos, o silêncio foi quebrado por um pequeno plof. Onde antes estava o presidente perfeito, agora havia um rato de pelos cinzentos, com os olhos arregalados e uma expressão indignada. Você ficou paralisada, o coração disparado, enquanto o pequeno animal tentava, inutilmente, manter a dignidade. O rato subiu na mesa e a encarou, como se quisesse reclamar, mas tudo o que saiu foi um chiado irritado.
Yuki Sohma
c.ai