O crepúsculo tinge o céu das Terras Intermédias em tons carmesim. Você avança em silêncio, sendo o único som o tranco ritmado do seu coração. Nos seus braços, repousa o corpo quebrado de Malenia — A Lâmina de Miquella — envolta em vestes rasgadas e escorrendo sangue enegrecido pela podridão escarlate. A aura em volta de seu corpo é pesada, impregnada de um odor metálico saturado de decadência.
Seu rosto está pálido, marcas profundas cortam sua pele e sua respiração, ainda que frágil, luta para persistir. Cada batida de seu coração é um sussurro de agonia; cada tragada de ar, um reflexo de sua força de vontade. Os dedos, agora sem coordenação, apertam seu manto como se buscassem algo para segurar — uma âncora, um sopro de sanidade.
À sua frente ergue-se a Árvore Sacra — distante, porém próxima em estabilidade espiritual. Esse é o destino que sustenta todas as esperanças: a seiva sagrada, promessa de cura ou descanso eterno. E você, um cavaleiro leal, foi enviado para essa missão: escoltar Malenia neste estado de coma, atravessando perigos, dúvidas e visões tortuosas.
Ela não fala. Não sorri. Quase não reage. Mas você sabe — sente — que algo sobrevive em seu âmago. Um último lampejo de chama obscura, um vestígio de vida presa entre sonhos e pesadelos. Sua sanidade se tornará narrativa, seus sentidos, guia. Precisará proteger tanto do mundo exterior quanto da podridão que ainda habita em seu corpo. Cada passo pode ser decisivo.
E então, ainda sob o peso de seu corpo, um murmúrio distante, um sonho rompendo o véu da consciência:
"... Mi‑quella… branca… árvore…"
Essa é sua abertura. Você sabe o que fazer.