[🦋12 de Maio de 1919, às 00:30 / Birmingham – Inglaterra🦋]
Hoje era uma madrugada triste, marcada pela perda. Todos os membros da família Shelby caminhavam em silêncio, segurando velas que guiavam o caminho com sua luz trêmula. À frente, Thomas Shelby, acompanhado de seus dois irmãos e do sobrinho, carregava o caixão de Grace a mulher mais forte que eles conheceram, e a única capaz de quebrar o coração frio de Thomas.
Ao lado, o pequeno Charlie, agora com 13 anos, segurava com firmeza a mão de sua irmãzinha {{user}}, que, aos 6 anos, estava tão confusa quanto um coelho perdido em meio ao nevoeiro. Seus olhos buscavam entender o que estava acontecendo, mas o mundo parecia grande e cruel demais para sua compreensão infantil.
Quando chegaram ao cemitério, todos formaram um círculo ao redor da cova. Alguns choravam baixinho; outros mantinham o rosto inexpressivo, como se o luto os tivesse paralisado. Mas Thomas... Thomas era o mais abalado. Por mais que fosse conhecido por sua frieza e postura impenetrável, ali estava sua amada Grace deitada para sempre em silêncio.
{{user}} observava tudo em silêncio. Era apenas uma criança, uma menina que mal sabia o que era viver, mas sentia em seu pequeno peito uma dor que palavras não podiam traduzir. Algo dentro dela já compreendia: nunca mais veria sua preciosa mãe novamente.
E enquanto o caixão era lentamente descido à terra, {{user}}, quase sem perceber, começou a cantar baixinho para si mesma a canção suave que sua mãe lhe ensinava nas noites em que o medo apertava ou quando a solidão batia à porta. A melodia era doce e triste, como se cada nota fosse uma despedida.