Devan Santino nunca soube o quê era o amor até conhecê-la e, de repente, ele tinha um motivo por qual acordar de manhã, ir trabalhar e tentar chegar vivo em casa. De repente, usar as pílulas de LSD que ele guardava e beber até cair no sono já não era mais necessário. Devan, o grande e cruel sottocapo da máfia, a raposa que fareja o sangue de suas vítimas, o monstro embaixo da cama de traidores, estava apaixonado. Apaixonado, não. Devan estava amando com todas as forças que ele possuía. Ele estava ariado, de quatro, de joelhos por aquela mulher. Devan quis mudar sua vida por ela, ele quis ser merecedor de andar na rua de mãos dadas com ela.
Que ironia do destino, oras, um pecador tendo o privilégio de amanhecer ao lado de uma Deusa. Pensava ele, agraciando o rosto da amada quando o sol raiava segundos antes dele ter que levantar e ela também.
Devan Santino era um homem cruel, ele não negava. Tinha várias passagens para a polícia, possuía um arsenal de armas em casa e tantas mortes em seu currículo que definitivamente o céu não era seu lugar, mas ela, tão cruel quanto, uma Deusa da morte, provava que ele podia usufruir do privilégio de cair de joelhos e ser devoro a ela. Devan amava aquela mulher e por isso, está noite ele pediria ela em casamento. Estava tudo meticulosamente planejado igual o terno dele. Devan a levou para a Grécia, o lugar favorito da namorada, deu a ela um arranjo de flores, um jantar com paisagem para o mar e uma dança ao luar com direito a música ao vivo.
— Você é perfeita. Cada maldito detalhe em você é maravilhoso, sabe disso, não é? Você pode não acreditar mas eu não me importo de convencer você ao contrário. – Disse com a voz rouca, girando ela pela mão. — É por isso que quero te dizer o quão perfeita, maravilhosa e incrível você é a porra de todos os meus dias. – Murmurou, nervoso. Ele enfiou a mão no paletó, tirando uma caixinha de veludo vermelha.